sábado, 29 de agosto de 2015

Dicas Preciosas


Para começar...

Tenho recebido muitos pedidos de dicas por colegas que estão começando a atuar agora na Orientação Educacional, muitos depois de anos lecionando, então listei abaixo algumas dicas para quem está nesta condição:
  • Você deve empenhar os primeiros dias na organização da sua sala que deverá ter privacidade, um espaço para atendimento às famílias(mesa de reuniões), mesa, cadeiras, armário e arquivo (basicamente); vale decorar a sala deixando-a agradável, considerando a faixa tária dos alunos que você trabalhará;
  • Faça um mapeamento institucional, procurando identificar os níveis de ensino oferecidos pela escola, quantidade de turmas e de alunos; 
  • Faça um quadro com estas informações(questão de organização);
  • Converse com a direção para saber quais as necessidades da escola, mas deixe bem claro que o seu papel não é o de disciplinar(vale se apropriar da ficha profissiográfica  da sua função; isso varia se é em empresa privada ou pública);
  • Peça um momento numa reunião para repassar para o grupo de docentes quais as suas funções;

  • Fazer a "ficha perfil da turma" é muito bacana, além de lhe dar informações importantes sobre pontos fortes e fracos dela, é um momento de contato com o professor;

  • Durante a conversa com o professor você pode perguntar qual o  tema de trabalho que ele julga ser importante  trabalhar neste momento, ou em outro apropriado, com a turma;

  • É muito importante que os alunos te conheçam, então dê uma passadinha em todas as turmas se apresentando e falando também qual a sua função dentro da escola(eles costumam confundir muito as funções);
  • Caso seja possível, dê uma volta pela escola durante o intervalo dos alunos para perceber como se dão as relações e até alguma necessidade urgente de trabalho; 

  • Não se encha de projetos a serem desenvolvidos, pois você não dará conta; o ideal é que você faça um a cada semestre, ou pelo menos um que possa atender boa parte da escola;
  • Se a sua escola for muito grande você pode organizar encontros temáticos com as turmas que apontarem alguma necessidade, mas lembre-se: não somos fadinhas ou mágicos que entram nas salas de aula por 1 hora e resolve tudo, é necessário que o professor seja um parceiro reforçando o nosso trabalho;

  • Registre os atendimentos com as famílias em um livro ata;
  • Para muitos pode parecer que o nosso trabalho "é moleza" e não se espante se ouvir isso de alguém; acontece que nem todos tem o dom de ouvir e acolher e isso é  condição sine qua non na nossa atuação.

Será que ajudei?

Boa sorte!!!


MAIS DICAS...



Temos que reconhecer nossos limites, somos Orientadores Educacionais e não Psicólogos.

O  Orientador Educacional tem sempre que chegar com humildade e simplicidade para não quebrar vínculos.

O SOE não é só para quem tem problemas, mas também para aqueles que não os tem.




Saiba que em determinado momento, você não vai resolver o problema, portanto tenha o bom senso de encaminhar o aluno para uma avaliação com um profissional mais adequado, de acordo com o problema que se apresentar.




Temos que ter a sensibilidade de dizer o que for necessário com honestidade, sem magoar, e mesmo sabendo que não iremos agradar.




Não negligencie os casos começados, sempre vá até o final.




Dê sempre uma devolutiva dos casos que são encaminhados para você(você pode fazer isso por meio de um registro na sua ata de trabalho; colha a assinatura do professor);




Registre todos os atendimentos feitos. Isso pode lhe respaldar contra possíveis questionamentos futuros.




Conquiste e transmita sempre confiança a todos aqueles que lhe procurarem.




Tenha tolerância e equilíbrio para não comprometer os casos a serem acompanhados por você. 




Lembre-se: O Orientador Educacional trabalha dentro da escola em prol do desenvolvimento integral do ALUNO.



Como deve atuar o orientador educacional

A atuação do orientador se potencializa quando é integrada ao trabalho dos professores

 

Um dos principais papéis do orientador educacional é fazer uma escuta atenta das relações interpessoais construídas no cotidiano, ajudando a revelar o currículo oculto que se produz e reproduz nos diversos ambientes de aprendizagem. A atuação dele, porém, se potencializa quando está integrada ao trabalho da equipe pedagógica. Vamos analisar essa função usando a experiência concreta que aconteceu em uma escola na capital paulista.

Um professor de Ciências procurou a orientadora educacional preocupado com o comportamento de três alunos que, apesar de apresentarem desempenho satisfatório, se mostravam dispersos, desatentos e conversavam muito, segundo o docente. A orientadora se propôs a acompanhar as aulas durante alguns dias. É importante frisar que, nessa instituição, os orientadores são frequentemente convidados por docentes, alunos e coordenadores a observar as relações que se desenvolvem nos espaços coletivos, como a sala de aula, a biblioteca, a cantina, o parque, a quadra, os banheiros etc., pois o que neles acontece é tido como uma importante ferramenta de análise.

A primeira ida da orientadora à classe antecedeu a avaliação mensal da disciplina. A maioria do grupo se mostrou envolvida com as atividades, expondo as dúvidas ao professor, que as respondia claramente e introduzia comentários problematizadores nas explicações. Aparentemente, a aula transcorrera bem. Uma das estudantes que preocupavam o docente havia faltado e os outros dois foram colaborativos e não conversavam paralelamente mais do que os colegas.

A orientadora voltou a observar a turma após a avaliação. Nessa ocasião, o professor iniciou a aula devolvendo as provas corrigidas e explicando que, em vez da revisão coletiva, preferia fazer comentários gerais, indicando os erros. Os alunos tinham de identificá-los e aqueles que haviam tirado 6 ou menos poderiam refazer as questões, acrescentando assim um ponto à nota inicial.

A orientadora educacional notou que, além de não prestar atenção, oito estudantes (do total de 26) estavam preocupados em copiar a prova de uma colega que havia tirado dez - entre eles, um dos que preocupavam o professor. Ela também percebeu o incômodo de um jovem e perguntou a ele o que se passava: "Tirei 6,5. Portanto, não posso refazer os exercícios. Eu preferia ter tirado seis, assim minha nota subiria para 7".
Ilustração: Guilherme Lepca
Ilustração: Guilherme Lepca
O episódio propiciou diversas ações e reflexões. Ao tomar conhecimento das observações da aula, o professor - ao mesmo tempo surpreso e decepcionado - compartilhou o episódio em uma reunião com os colegas e com o coordenador pedagógico. Nela foram discutidos os princípios que nortearam as escolhas didáticas, os termos da proposta de refazer a prova e a média 6 como critério para fazer a atividade. Nesse dia, começou uma discussão sobre o sistema de avaliação e suas repercussões no contrato didático - que corria o risco de se romper e assim abalar a relação de confiança entre o docente e a turma. Lembrando: o conceito de contrato didático foi formulado pelo francês Guy Brousseau, especialista em didática da Matemática: a relação entre o saber, o professor e o aluno, sempre tendo em vista a aprendizagem, se estabelece por meio de regras implícitas e explícitas. Ambos descobrem, aos poucos, as estratégias, intenções e expectativas que um tem em relação ao outro, sendo que, para entrar no jogo, o estudante precisa acreditar que as escolhas didáticas que o professor faz são adequadas.

Voltando à história, a orientadora educacional combinou uma entrada conjunta com o docente em sala para discutir o episódio. Boa parte dos alunos não havia refeito os exercícios, certamente por não ter atribuído sentido à tarefa. Quais foram as motivações dos que desprezaram a proposta? E dos que a realizaram? E daqueles que copiaram as respostas da colega? Como a jovem que emprestou a prova entendeu o episódio? Todos foram convidados a se pronunciar, pois não se tratava de julgamento, mas de um diálogo de esclarecimento.

Não cabe aqui explicitar o conteúdo dessa conversa, mas apontar que ela propiciou várias aprendizagens. Evidenciou-se que o sistema avaliativo estava transmitindo a mensagem de que a nota era mais importante que o processo de aprendizagem. A inquietação com a postura dos jovens foi substituída por outras mais pertinentes, entre elas o sentido dado às avaliações - e o tema passou a ocupar lugar de destaque nas reuniões pedagógicas e na sala de aula. A parceria entre o professor e a orientadora educacional possibilitou que uma reclamação sobre comportamento se configurasse em um problema coletivo para os corpos docente e discente - como geralmente acontece. A interlocução ganha força e toda a comunidade se beneficia quando uma queixa é tratada em profundidade.
                                                                                                        Catarina Iavelberg

O trabalho do orientador educacional na sala de aula

É nesse espaço que o orientador ajuda os alunos em questões de aprendizagem e no convívio social.

 Temos tratado nessa coluna sobre a importância de a orientação educacional transitar e ocupar diferentes espaços na escola com o objetivo de potencializar a aprendizagem dos alunos. A sala de aula - por excelência, o lugar organizador desse processo - também pode ser utilizada como território de ação do orientador.

Na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a entrada do orientador em sala pode ser o momento da rotina para tratar de temas sensíveis ao grupo. As conversas mais comuns geralmente giram em torno de acontecimentos que mobilizam os alunos, como a chegada ou a despedida de um colega, a substituição do professor ou a preparação para uma atividade extraescolar, como um passeio ao zoológico ou a visita a um museu.

Em algumas escolas, a orientação realiza semanalmente uma roda de conversa com os alunos e o professor. Essa pode ser uma boa oportunidade para escutar as demandas da turma, analisá-las e resolver coletivamente os conflitos que surgem. É importante que o orientador faça uma parceria com o professor para que ele compreenda essa intervenção como potencializadora do trabalho educativo que é realizado. Quando interfere de modo inapropriado ou sem a anuência do docente, o orientador pode transmitir aos alunos a impressão de que o professor é inábil, e ele, o detentor do saber.

Nos anos finais do Ensino Fundamental e no Médio, a presença do orientador na classe ganha nova dimensão. Muitas escolas inserem no currículo um horário para a orientação educacional ou de estudos, destinado a atividades que auxiliem os alunos a fazer o uso adequado do tempo, do caderno, da agenda e dos livros, além de promover discussões sobre a realização da lição de casa e as estratégias de estudo. Essas aulas visam estimular a prática dos conteúdos procedimentais - aqueles que favorecem a apropriação do conhecimento conceitual.

O orientador pode contribuir com a formação do aluno em sala de aula, discutindo a gestão dos conflitos do dia a dia, os chamados conteúdos atitudinais. Nesses encontros, são tratados os problemas que interferem na aprendizagem do grupo e colocam em risco a qualidade da convivência. As brigas do intervalo, o descuido com os espaços coletivos e o desrespeito entre os alunos são alguns dos assuntos que costumam se inserir nessas discussões. Existem escolas que, tendo clareza das questões que habitualmente surgem nessa faixa etária, promovem ações preventivas. Nesses casos, a orientação antecipa com os jovens assuntos complexos que podem ser potencializadores de futuros conflitos por meio, por exemplo, do debate de filmes ou da leitura de textos.

O fundamental é que os conteúdos - procedimentais ou atitudinais - tratados nas atividades propostas pela orientação em sala de aula se materializem em ações concretas. A circulação da palavra é importante, mas ela não garante, por si só, a transformação da realidade que preocupa. O orientador educacional precisa ajudar os alunos a planejar e executar ações que colaborem com a resolução dos problemas que afetam a qualidade da aprendizagem assim como das relações sociais vividas na escola.






Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.

Sou isso hoje, amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.

Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar... Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil e choro também.


(Tati Bernardi)

Reflexão






Os ventos que as vezes tiram
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...

Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado. Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre...

Bob Marley

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Palestra realizada por consultor do SEBRAE sobre empreendedorismo e aliado a isto uma prática do laboratório de química onde os alunos aprendem a fazer o reaproveitamento de resíduos de óleo de cozinha para a geração de renda.
 
 
 
 
 
 
 
 
A EEM Liceu do Crato participa intensivamente do simulado promovido pela Seduc em parceria com a crade 18. Alunos motivados, aguardam ansiosamente o Enem 2014.
 
                                                                      
                          
 
 
                                        
 
 
 
 
 
 
Aulão de Matemática e Física com a participação dos professores Ulisson Olinda, Emiliano Ribeiro e alunos dos 2 anos e 3 anos.
 
 
 
                                                           
 
 
 

                    
 
 
 
Muita alegria e motivação! Entrega do (Kit Enem) para nossos queridos alunos. ENEM 2014. Chego junto, chego bem!  
                                                                     
                   
 
                                                                    
                   
                                                              
   
                        
   
                    
 
 
                                
                
Alunos do Ensino noturno. Motivação total! Liceu do Crato chegando Bem no Enem 2014.